MÉDICO BARBALHENSE PUBLICA PESQUISA PIONEIRA NO MUNDO SOBRE O TRATAMENTO DA ARTRITE DA CHIKUNGUNYA.


O médico reumatologista Kennedy Amaral publicou na revista internacional Journal of Clinical Rheumatology os primeiros resultados da pesquisa que desenvolve em pacientes com artrite crônica causada pela infecção do vírus chikungunya. Há quase dois anos o médico caririense trabalha em parceria com os renomados reumatologistas americanos Dr. Robert Schoen da Yale University (EUA) e com Dr. Clifton Bingham III da Johns Hopkins University (EUA) na elaboração de uma pesquisa que envolve o tratamento com metotrexato de pacientes com dores crônicas após febre chikungunya,

Em um artigo intitulado “Successful methotrexate treatment of chronic chikungunya arthritis” (Tratamento bem-sucedido da artrite da chikungunya com metotrexato), os autores avaliaram a eficácia do tratamento de 50 pacientes atendidos em ambulatório de reumatologia seguidos durante o período de 8 semanas e tratados com baixas doses de metotrexato, medicamento utilizado para tratar outras doenças reumáticas como a artrite reumatoide. Os indivíduos elegíveis para o estudo foram aqueles que apresentavam artrite/artralgia (dor e inchaço) nas articulações além de 12 semanas após um quadro de febre chikungunya confirmado por exames laboratoriais. 



Após análise dos resultados, os autores concluíram que muitos pacientes desenvolveram outras formas de reumatismo como artrite reumatoide (22%) e fibromialgia (14%). Além disso, mãos, joelhos e tornozelos foram as áreas com mais queixas de dor. Para avaliar a eficácia do tratamento, os autores usaram uma escala de dor graduada de 0 a 10, onde zero significa sem dor e 10 o nível máximo de dor já experimentado pelo paciente. Os resultados mostram que depois de um tratamento semanal com dose média de 9 mg de metotrexato, houve uma diminuição significativo do grau de dor destes indivíduos (8 para 4) em apenas quatro semanas.

Segundo o médico reumatologista Kennedy Amaral “apesar de uma pequena amostra, este estudo é importante por seu pioneirismo em escala mundial, realizado com pacientes brasileiros e uma região que sofreu epidemia de febre chikungunya nos últimos anos. Ainda de acordo com o especialista, “os primeiros resultados de nossa pesquisa ajudaram a alavancar um importante estudo científico que será realizado durante os próximos dois anos em uma parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais e a Yale University, uma das mais conceituadas universidades do mundo”.

A febre chikungunya se caracteriza clinicamente pela ocorrência abrupta de febre alta, dor em várias articulações, cefaleia e vermelhidão no corpo 2 a 5 dias após a picada de mosquitos do gênero Aedes. O quadro clínico agudo inclui ainda fadiga intensa, anorexia, náusea, vômitos e diarreia. Os pacientes são sintomáticos em até 95% dos casos, e os sintomas na fase aguda podem duram em média 10 dias. Após a fase aguda da doença, até 60% podem evoluir com sintomas articulares e musculoesqueléticos persistentes por mais de 3 meses, caracterizando a fase crônica dessa patologia.
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